BEM-VINDOS

A língua é uma das minhas maiores paixões - seja no campo da linguística seja relativa ao paladar. Este blog está centrado na primeira opção, mas de tudo um pouco pode ser encontrado aqui: leituras deleite, dicas, tira-dúvidas, análises linguísticas e tópicos de gramática normativa, curiosidades, humor e muito mais. Está esperando o quê?! Professor Diogo Xavier

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domingo, 31 de julho de 2011

ETIMOLOGIA - Esculachar

ESCULACHAR

Significado: Vulg. Pop. 
v.td.
  1  Repreender ou criticar de modo desrespeitoso, com grosseria; ESCULHAMBAR; DESMORALIZAR. [ Antôn.: aprovar, elogiar, louvar.]
  2  Surrar, espancar.
Fonte: Dicionário Aulete digital.

Etimologia: Um tanto vulgar: [F.: Do italiano sculacciare] dar tapas no traseiro, nas nádegas. E esse verbo deriva de cullo, que pelo contexto dá pra deduzir o que é... Enfim, o sentido muda com o passar do tempo, mas se você é daqueles que se apegam a detalhes, cuidado ao usar certas palavras cuja origem você não conhece.
 Fonte consultada: Aulete Digital.

Sem mais, por ora.
Prof. Diogo Xavier

sábado, 30 de julho de 2011

ETIMOLOGIA - Aluno

Primeiro, vamos nos familiarizar com o termo "etimologia".

e.ti.mo.lo.gi.a
s. f. Gram. 1. Estudo da origem e formação das palavras de determinada língua. 2. Origem de uma palavra ou vocábulo; étimo.
Fonte: dicionário Michaelis.

Portanto, em postagens como essa, vamos tentar descobrir a origem de certas palavras e, se possível, tentar entender as relações de sentido que criaram outros significados para esses termos ao longo do tempo.
Vamos à primeira palavra:

ALUNO

Significado: s. m. 1. O que recebe instrução em colégio, liceu ou escola superior. 2. Aprendiz, discípulo, educando.
fonte: dicionário Michaelis.

Etimologia: (Houaiss) lat. Alumnus, i "criança de peito, lactente, menino, aluno, discípulo", der. do verbo alére "fazer aumentar, crescer, desenvolver, nutrir, alimentar, criar, sustentar, produzir, fortalecer etc."; ver alt-; f.hist. 1572 aluno, 1572 alumno.



Ou seja, aluno é aquele que está sendo nutrido, desenvolvido, fortalecido, para etapas atuais e posteriores de sua vida.
Obs.:
Há décadas que se espalha o mito de que o vocábulo 'aluno' teria o significado de "SEM LUZ", como na ideia de "tábua rasa", que precisa ser preenchida. Com a internet, ele se espalhou mais rapidamente. 


Seguindo esse raciocínio, o "a" seria negação, e "lumnus" significaria luz. De fato, "lumnus" para quem não procurar mais atentamente é bastante semelhante a LUZ, porém, em Latim, luz é LUX (FIAT LUX = FAÇA-SE A LUZ), LUCE, LUCIS, LUMEN, LUMINIS (e NÃO lumnus). Já vimos que alumnus vem do verbo alere, que significa amamentar, desenvolver.


Enfim, muitos professores e pedagogos, em palestras e até mesmo em livros, caem nessa pegadinha, lutando contra o uso desse termo e propondo a substituição por ESTUDANTE, inclusive para se contrapor às metodologias tradicionais de ensino, segundo as quais o aluno vai à escola 'vazio' de conhecimentos e ao professor caberia preencher. A palavra ALUNO, dessa forma - equivocadamente - passou a ser símbolo da educação tradicional, "ultrapassada".




Grande abraço a todos e até a próxima.


Professor Diogo Xavier




tags: etimologia, aluno, alumnus, sem luz, linguística, curiosidade


*editado em 12 de julho de 2012

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Charges do mês - julho 2011

Fonte: http://www.acharge.com.br/

As principais notícias do mês resumidas em charges:
  • crise nos EUA
  • caos no ministério dos transportes
  • Morte de Amy Winehouse (wine: vinho / house: casa) 
  • Declaração de Sandy na Playboy - única novidade do mês.





 



domingo, 24 de julho de 2011

Um estudo acerca das expressões Risco de vida e Risco de morte

Este texto é de Vânia Maria do Nascimento Duarte e vocês podem conferir no site portugues.com.br .

Um estudo acerca das expressões Risco de vida e Risco de morte

Discorrer sobre tais expressões, indubitavelmente, contextualiza-nos ao dinamismo do qual se perfaz esta entidade social chamada língua. Durante muitas gerações, a expressão proferida entre os falantes no sentido de atribuir um aspecto mais grave a uma determinada pessoa enferma era que ela corria “risco de vida”. Tal situação ilustra uma ocorrência, ora de cunho recorrente, que se torna cristalizada mediante a prática de nosso léxico – usuários do sistema linguístico. Para representá-la, citamos as palavras do imortal Cazuza, em uma de suas criações, intitulada Ideologia:

Meu partido
É um coração partido
E as ilusões
Estão todas perdidas
Os meus sonhos
Foram todos vendidos
Tão barato
Que eu nem acredito
Ah! eu nem acredito...

Que aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora
As festas do "Grand Monde"...
[...]

O meu prazer
Agora é risco de vida (grifo nosso)
Meu sex and drugs
Não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar
A conta do analista
Pra nunca mais
Ter que saber
Quem eu sou
Ah! saber quem eu sou..
[...]

Cazuza

Não raro, permeando as “entranhas” deste mesmo dinamismo, surgiram algumas contestações a respeito do emprego da expressão em voga, sob a alegação de que este incidiria diretamente no sentido semântico por ela atribuído, uma vez que o ato de viver jamais pode ser considerado um risco. Daí, como o modismo representa um dos elementos essenciais à representação do aspecto dinâmico, os meios de comunicação em massa optaram por achar que realmente tal constatação fazia sentido e optaram pela troca: ao invés de “risco de vida”, fizeram uso da expressão “risco de morte”, pois assim se adequaria melhor ao discurso pretendido.


O fato é que esta contestação poderia até ser considerada plausível se nós, de acordo com a competência da qual dispomos assiduamente, não constatássemos que na expressão “risco de vida” há a presença da elipse – uma figura de linguagem na qual se evidencia a omissão de alguns termos, mas que estes são facilmente identificáveis pelo contexto. Assim, ao analisarmos a referida expressão, asseveramos que, embora subentendido, há a presença do verbo perder, ou seja:

Risco (de perder) a vida.

Partindo desta premissa, chegamos ao ápice de nossa discussão – afinal, estaria incorreta tal expressão? Realmente a que hoje impera no vocabulário das pessoas é que deve ser considerada como certa?

A resposta para esta indagação reside no fato de que “risco de vida” possui todos os requisitos para integrar o padrão convencional da linguagem, embora “risco de morte” também seja dotada deste mesmo aspecto, ou seja, correta da mesma forma, mesmo porque já a utilizamos tanto, não é verdade? 

http://www.portugues.com.br

sábado, 23 de julho de 2011

Férias

Como devem ter notado, o blog anda meio parado.
Eu quis aproveitar as férias para descansar, e agora vou aproveitar o tempo que resta para preparar aulas, fichas etc.
Mas, quem quiser, pode navegar pelas postagens antigas. Tem muita coisa boa.
Além do mais, para não deixar o blog totalmente parado, eu vou postar alguns materiais de sites que costumo visitar.
Ok, então.
Abraços.


Prof. Diogo Xavier

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Militância sócio-ambiental é questão em destaque no II Encontro Cuida Jovens, sediado pela Fafire no dia 28 de agosto de 2011. Com o tema Movimentos Sociais e Meio Ambiente:A Juventude em Ação!, a segunda edição do evento pretende integrar jovens preocupados com a sustentabilidade do planeta.
Idealizado pelo Projeto CUIDA, o Encontro acontecerá das 8h às 17h, no auditório Ir. Maria José Torres (térreo), com apresentações de projetos, debates, oficinas e palestras. Paulo Mansan, projetista social e cultural da Associação Nacional da Juventude Rural, e o cantor e compositor Zé Vicente são presenças confirmadas na programação.

 As inscrições estão abertas e informações sobre os procedimentos para garantia das vagas podem ser acessadas no site.
 
Fonte:  http://www.projetocuida.com/

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