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A língua é uma das minhas maiores paixões - seja no campo da linguística seja relativa ao paladar. Este blog está centrado na primeira opção, mas de tudo um pouco pode ser encontrado aqui: leituras deleite, dicas, tira-dúvidas, análises linguísticas e tópicos de gramática normativa, curiosidades, humor e muito mais. Está esperando o quê?! Professor Diogo Xavier

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Etimologia - cínico

Vamos mais uma vez colocar a mão na massa, dessa vez para pesquisar a origem da palavra CÍNICO, adjetivo bastante usado como ofensa. Comecemos, então pelo significado:


House, o médico mais cínico da TV
adjetivo e substantivo masculino
1    Rubrica: filosofia.
relativo a ou adepto do cinismo
2    Derivação: por extensão de sentido.
que ou aquele que afronta ostensivamente as convenções e conveniências morais e sociais
3    Derivação: por extensão de sentido.
que ou aquele que é dado a atos e/ou ditos imorais, impudicos, escandalosos; desavergonhado, debochado, sarcástico
4    Derivação: por extensão de sentido.
que ou aquele que fala ou age com descaso, impudência, falta de escrúpulos; petulante, atrevido

O que chama atenção inicialmente é o primeiro significado do verbete, que indica que a palavra vem da filosofia. Por derivação de sentido, CÍNICO passou a indicar, em resumo, um sujeito imoral, inescrupuloso, sarcástico, que vai de encontro às convenções sociais. Isso nós já sabemos, vamos à origem. Do grego, kunikós, aquilo que concerne a cachorro; passando pelo latim cynìcus, cynìca, cynìcum. Até o momento, a única relação possível entre CÍNICO e CACHORRO é que ambos são usados para xingar atualmente.

Aproveitando o ensejo do Houaiss, vamos buscar a palavra CINISMO:

Filósofo Grego, Diógenes demonstrando o viver cínico
1    Rubrica: filosofia.
doutrina filosófica grega fundada por Antístenes de Atenas (444-365 a.C.), que prescrevia a felicidade de uma vida simples e natural através de um completo desprezo por comodidades, riquezas, apegos, convenções sociais e pudores, utilizando de forma polêmica a vida canina como modelo ideal e exemplo prático destas virtudes.

Aí está! Essa doutrina pregava a vida simples e instintiva, através do desprezo pelas comodidades, materialidades e convenções sociais, assim como o cachorro o faz. O "fundador" era discípulo de Sócrates (não o ex-jogador) e o nome mais conhecido dessa doutrina é Diógenes de Sínope. Daí até se tornar um termo pejorativo, a palavra CÍNICO foi se modificando e deturpando o significado filosófico, e o desprezo pelas convenções morais e sociais se tornou a transgressão dessas convenções, daí passou a adjetivar também o sujeito sarcástico, que não se preocupa com o sentimento dos outros. Acredito (teoria minha) que essa deturpação veio principalmente das pessoas que não concordavam com as ideias propagadas pelo cinismo, e faziam críticas a conceitos que não pertenciam de fato a essa doutrina. Assim como Darwin nunca disse que o homem veio do macaco - e até hoje é ridicularizado por isso. Da mesma maneira também que a linguística nunca afirmou que o estudante não precisa aprender a norma de maior prestígio social (culta), mas até a imprensa a critica por 'ensinar o aluno a não seguir as regras do português'.

Enfim, pesquisa cocluída. Espero ter acrescentado informações interessantes à sua bagagem. Até a próxima!
Prof. Diogo Xavier

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Etimologia - O senhor é um fanfarrão!!!

Deu-me a curiosidade de buscar a origem da palavra "fanfarrão", termo bastante difundido após o lançamento do grande sucesso "Tropa de Elite", numa das inúmeras célebres frases do filme: "O senhor é um fanfarrão, senhor 02!"

Pois bem, vamos ao Houaiss, primeiro para saber os significados da palavra e identificar qual melhor se adéqua ao contexto empregado no filme:

fanfarrão: que ou aquele que conta bravatas, que alardeia coragem sem ser corajoso


Bem, como vimos, o Houaiss só apresenta um significado, que, de fato, está coerente com a frase empregada. Quanto a origem, o vocábulo vem do espanhol "fanfarrón", de origem controversa, mas provavelmente termo cognato* de "fanfare" (fanfarra), cujo significado vemos a seguir:


fanfarra:  substantivo feminino
1    Rubrica: música.
toque conjunto de trompas e clarins, outrora us. para assinalar diferentes momentos de uma caçada
2    Rubrica: música.
toque conjunto de instrumentos de metal em momentos festivos
3    Rubrica: música.
banda militar ligada a regimentos de cavalaria
4    Rubrica: música.
desenho melódico ornamentado, idiomático, num trompete
5    Rubrica: música.
conjunto de instrumentos de metal
5.1    Rubrica: música.
conjunto de instrumentos de metal e percussão no qual podem ser incluídos saxofones
6    Rubrica: música.
tipo de composição para fanfarra (conjunto)
7    Rubrica: música.
em ópera, trecho tocado por instrumentos de metal
8    Derivação: sentido figurado.
fanfarrice, fanfarronada

"Tira essa roupa preta que tu num é caveira!!!"
A maioria dos significados do verbete são relacionados à música, em especial com forte ligação a exército ou a caçada. Daí podemos nos lembrar de desenhos e filmes que representam realeza em que se usam instrumentos de sopro - comumente o clarim - para fazer um anúncio real ou indicar a chegada do rei. Enfim, a fanfarra é muitas vezes ligada a anúncio, exposição, alarde, possivelmente essa é a ligação com fanfarrão - aquele que faz alarde. Nesse caso, alarde de algo que não possui.

Por ora, isso é tudo.  =)

Prof. Diogo Xavier
*cognato: palavra que vem de mesma raiz de outra, ou seja, compartilham o radical e, por isso, têm proximidade de significados. Ex.: papel, papelaria, papelada / café, cafeteira, cafeeiro, cafeicultor.


sábado, 5 de novembro de 2011

Curiosidades linguísticas - Náusea e Adolescente

"A palavra náusea vem de naus, que em grego quer dizer navio. Nausia era, a princípio, a palavra grega que designava enjôo em alto mar. Foi "importada" [pelo latim e, posteriormente e consequentemente,*] por outros idiomas (português, espanhol, inglês, francês e italiano) significando qualquer mal-estar estomacal que induza ao vômito". Disponível em: www.linguaestrangeira.pro.br/voce_sabia.htm

 *comentário do autor deste blog.


"A palavra "adolescente" vem do particípio presente do verbo em latim adolescere, crescer. Já o particípio passado, adultus deu origem à palavra "adulto". Em português, as palavras seriam equivalentes a "crescente"e "crescido", respectivamente. Apesar de consideramos a fase da adolescência uma "invenção sociológica" relativamente recente, a palavra adolescente é cerca de cem anos mais antiga do que a palavra adulto." (Fonte: Word and Phrase Origins, de Robert Hendrickson). Disponível em: www.linguaestrangeira.pro.br/voce_sabia.htm

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Curiosidades linguísticas - nomes de países

"O nome Japão vem do chinês Ji-pen (raiz do sol), já que os antigos chineses acreditavam que o sol nascia nesse país. Até hoje, o Japão é conhecido como como "a terra do sol nascente". Em japonês, "raiz do sol" é ni-hon, ou Nippon. Daí o adjetivo nipônico, desigando (sic) aquilo que é relativo ao Japão. Disponível em: www.linguaestrangeira.pro.br/voce_sabia.htm 
  
"Argentina: derivado do latim “argentum”, que significa “prata”. Os primeiros exploradores e comerciantes espanhóis e portugueses usaram a região do “Rio de la Plata” (Rio da Prata) para transportar prata e outros tesouros provenientes do Peru. As terras em torno da foz do Rio da Prata acabaram ficando conhecidas como Argentina, “terra da prata”."

 "China: A dinastia “chin” conquistou todo o resto da China moderna, acrescentando o "a" no final significa "terra dos Chin" China."

"Portugal: O nome deriva de Portus e Calem o nome latino das duas localidades na foz do Douro, actualmente Porto e Vila Nova de Gaia, que dariam também o nome ao Condado Portucalense, o predecessor do Reino de Portugal. Outra origem do nome procede do latim “Portus”, “porto” e o nome do porto romano de Cale (hoje a cidade do Porto), situado no local da antiga colônia grega de “Calle” (“lindo” em grego). O nome composto “Portugal” deriva do nome do “Portus Cale”."

"Brasil: da árvore de pau-brasil (Caesalpinia echinata), chamada pelos índios de “pernambuco”, abundante na mata atlântica no período colonial português e extraída até quase a extinção, que por sua vez foi assim chamado por causa da sua madeira avermelhada, da cor de brasa (“brasil” em Portugal). " Disponível em: http://socuriosidades.blogspot.com/2008/01/origem-do-nome-de-alguns-pases.html
Imagem meramente ilustrativa da bandeira brasileira...

OBS.: Em relação à origem do nome do Brasil, observemos que é o que nos dizem na história, porém, a realidade é um pouco diferente:

"Os escritos medievais consagram um mito poderoso, as chamadas ilhas Afortunadas[...], onde reinam primavera eterna e juventude eterna, e onde os homens e animais convivem em paz. [...] Os fenícios as designaram com o nome BRAAZ e os monges irlandeses as chamaram de Hy Brazil. Entre 1325 e 1482, os mapas incluem a oeste da Irlanda e ao sul dos Açores a [...] Isola de Brazil, essa terra afortunada que a Carta de Pero Vaz de Caminha descreveu..."
"Um pouco mais tarde, virá o nome do lugar e, com esse nome, se nomeia a primeira riqueza mercantil: pau-do-Brasil, pau Brasil." Foi achado o Brasil" (Brasil: mito fundador e sociedade autoritária - Marilena Chauí, pág. 59 e 60).




quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ártico, antártico e cretino - curiosidades linguísticas

Ártico, antártico e cretino - curiosidades linguísticas
O oceano Ártico tem esse nome por estar situado sob a constelação Ursa Menor, no Pólo Norte. Arctus é urso, em grego. Já o continente Antártico, mais comumente chamado Antártida, em português, é o que está em oposição ao Ártico (portanto, anti-ártico) no Pólo Sul. 



A palavra "cretino" tem uma etimologia um tanto surpreendente: vem de "cristão". Mas não tire conclusões apressadas! Na idade Média, em vales isolados dos alpes suíços,a ausência de iodo na comida fez surgir indivíduos deformados e com inteligência reduzida. Para que as pessoas os tratassem com compaixão, os padres lembravam que essas criaturas também eram cristãos (em francês, chrétien; no dialeto da região, cretin.) Fonte: Revista Superinteressante, dez/2001. 



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Empréstimos Linguísticos do Italiano do Português


As Contribuições do Idioma Italiano ao Português: Estrangeirismos que Ficaram

Prof.Dr. Renato M.E. Sabbatini
Instituto Edumed, Campinas, São Paulo, Brasil.

Ninguém ignora que a Itália foi, após a derrocada do Império Romano, a principal herdeira do latim. Nos séculos seguintes, gerou-se, a partir deste, uma verdadeira “confederação” de novas línguas e dialetos na península, denominados genericamente de italiano. Os especialistas concordam que o isolamento entre povoados que ocorreu no baixo período medieval, em razão da desagregação social e política daquela época, foi o grande motor da divergência linguística na maioria dos países europeus. A padronização dos idiomas ocorreu em grande parte apenas após os movimentos políticos de unificação, no século XIX; o dialeto toscano foi o selecionado para ser a norma culta do italiano, por exemplo.

Apesar de todos os percalços isolacionistas, a influência cultural da península italiana sobre o resto da Europa sempre foi muito grande: o desenvolvimento da culinária, das artes (principalmente as artes plásticas, a costura, o teatro, a arquitetura e a música), das tecnologias militares e de outros setores do conhecimento, foi de tal monta que o italiano gerou gradativamente muitos estrangeirismos em praticamente todos os idiomas ocidentais, inclusive o inglês, o francês, o português e o espanhol. Os incansáveis comerciantes italianos de estados-cidades como Veneza e Gênova se encarregaram de propagar essas palavras, assim como os milhares de competentes artistas, construtores e cozinheiros que começaram a ser “importados” por muitos países após a gigantesca explosão cultural do Renascimento.

No Brasil, especialmente, devido à forte imigração italiana (que alcançou cerca de 3,5 milhões de pessoas a partir da segunda metade do século XIX), a influência do idioma italiano foi mais intensa ainda do que em outros países. Esse fenômeno se repetiu na Argentina, Chile e Uruguai, em menor escala.

A maioria das pessoas ignora que tem origem no italiano um grande número das palavras que usam no seu dia-a-dia. Esse parentesco é bastante evidente em algumas palavras, como os vários tipos de pratos e ingredientes que ganhamos da cozinha italiana, tais como, por exemplo, espaguete, macarrão, panetone, pizza, polenta e risoto; de termos musicais que foram adotados com poucas modificações, como arpejo, batuta, cantata, contralto, maestro, partitura, piano, sonata e violoncelo (sem contar a notação internacionalmente usada de andamentos, como adágio, alegro, andante, largo, piano, presto, etc.) , ou de coisas e fenômenos claramente oriundos daquele país, como doge, fascismo, gôndola, máfia, mezanino, ópera e tômbola. 

No entanto, embora não pareça, muitas outras palavras, como ataque, bronze, charlatão, corredor, desenho, esquadra, feltro, grupo, modelo, namorado, nicho, orquestra, pomada, talher e zero, também foram emprestadas do italiano.  

Curiosamente, termos científicos e médicos foram pouco influenciados pelo italiano, possivelmente pelo fato desses setores terem utilizado o latim por muito tempo. Exceções são raras, como escorbuto, fontanela, malária e petéquia, Já os italianismos referentes às áreas militar e naval são bem mais comuns, como por exemplo, atacar, brigada, canhão, coronel, batalhão, esquadrão, mosquete, casamata, fosso, reduto, soldado, infantaria, florete, avaria, bergantim, mezena, carena, mercante, piloto, fragata, galera, bússola. etc.

Forte influência do italiano pode ainda ser constatada nos termos referentes à arquitetura, à costura, teatro e às artes plásticas, como aquarela, esboço, desenho, esfumar, têmpera, paleta, siena e magenta; baeta, brocado, feltro, tafetá e mussolina; balcão, balaustre, baldaquim, cenário, entalhe, maquete, mezanino, pérgula, pilastra, etc. A institucionalização dos serviços financeiros, que ocorreu em Florença, no século XV, inventou termos amplamente disseminados em todo mundo, como banco, concordata, crédito, débito, bancarrota, empresário e outros.

Alguns termos se originaram de cidades ou regiões específicas da Itália, como merengue, faiença, pistola e siena (referentes a produtos das cidades de Marengue, Faenza, Pistoia e Sienna); e outras, de determinadas pessoas, como maquiavélico (de Niccolò Macchiavelli, autor de “O Príncipe”), baderna (Marietta Baderna, uma atriz italiana que causou grande confusão quando esteve em São Paulo) e cicerone (de Cícero).

Muitas palavras foram aportuguesadas, ao ponto de se tornarem pouco reconhecíveis, como balão, chulo, desfaçatez, embrulho, escorchar, esdrúxulo, garatuja, palhaço, rúcula e tostão, mas muitas outras continuaram ainda a ser representadas na sua grafia original, devido às similaridades fonéticas entre ambos os idiomas, como assassino, bomba, cascata, concerto, contrabando, diva, flauta, fosso, manifesto, miniatura, piano, pipa, polenta, sonata, torso, trio, trombone e viola. 

É interessante constatar, ainda, como alguns italianismos se firmaram em alguns países receptores da imigração italiana, mas não em outros. Isso se deu em grande parte porque o aportuguesamento forçado de algumas palavras pelas famílias de italianos acabou incorporando diversas novas palavras ao vocabulário local, como pança e paúra (de panza, barriga, e paura, medo). Assim, italianismos adotados apenas no Brasil, como palhaço, baderna e esquifoso não o foram em outros países. No sentido contrário, exemplos que não ocorreram no Brasil, mas que no espanhol, sim, são charlar e cháchera (que vem de ciarlare e chiachierare, respectivamente, que significam falar, conversar) e, em inglês, colonnade, cartoon e pun, que se originaram de colonnata, cartone e puntiglio, respectivamente. Aliás, em alguns casos, o italianismo chegou até nós por intermédio de outra língua, como o já aportuguesado cartum.

Devido à (sic) uma certa convivência com argentinos em São Paulo, nas décadas de 20 e 30 (principalmente crupiês e prostitutas), várias expressões de gíria do baixo mundo vieram do italiano via o lunfardo, uma espécie de linguagem em código de criminosos da região de Buenos Aires, entre os quais haviam muito italianos. Assim, por exemplo, incorporamos malandro (delinqüente), e campana (vigia que fazia soar um alarme – um sino – quando vinha a polícia). No entanto, a maioria dos italianismos do lunfardo não passou para cá, como foi o caso de roña, do italiano rogna, ou sujeira.

Abaixo listamos um extenso levantamento que fizemos, de 435 italianismos no português, das cerca de 500 que se estima terem sido integrados ao idioma. Não é uma lista exaustiva, contudo, deixamos de fora muitos termos já obsoletos ou usados apenas em Portugal.


·         adágio (adagio)
·         ágio (agio)
·         aguentar (aguantare)
·         alarme (all'arme) 
·         alegre (allegro)
·         alerta (all'erta)
·         alteza (altezza)
·         alto (alto)
·         andante (andante)
·         antepasto (antipasto)
·         arcada (arcate)
·         ária (aria)
·         aquaforte (acqua forte)
·         aquarela (acquarella)
·         arlequim (Arlecchino)
·         arpejo (arpeggio)
·         arquipélago (archipelago)
·         artesão (artigiano)
·         assassino (assassino)
·         atitude (attitude)
·         atacar (attaccare)
·         avaria (avaria)
·         baderna (Marieta Baderna)
·         baeta (baietta)
·         bagatela (bagatella)
·         balão (pallone)
·         balaustre (balaustra)
·         balcão (balcone)
·         baldaquim (baldacchino)
·         balé (balletto)
·         bancarrota (banca rota)
·         banco (banca)
·         bandido (bandito)
·         banho (bagno)
·         banquete (banchetta)
·         baqueta (bacchetta)
·         barista (barista)
·         barítono (baritono)
·         barraco (baracca)
·         barrete (barretta)
·         bastião (bastione)
·         batalhão (battaglione)
·         batuta ([battuta)
·         beladona (bella donna)
·         belvedere (belvedere)
·         bergantim (brigantino)
·         berlineta (berlinetta)
·         bienal (biennale)
·         bisbilhoteiro (bisbiglio)
·         bisca (bisca)
·         biscoito (biscotto)
·         bisonho (bisogno)
·         bizarro (bizzarro)
·         boletim (bolletino)
·         bomba (bomba)
·         bordel (bordello)
·         borrasca (burrasca)
·         bravo (bravo)
·         bravata (bravatta)
·         brigada (brigata)
·         brocado (broccato)
·         brócoli (broccoli)
·         bronze (bronzo)
·         bufão (buffone)
·         buril (burino)
·         burlesco (burlesco)
·         bússola (bussola)
·         cadência (cadenza)
·         café (caffé)
·         camerlengo (camerlengo)
·         camarim (camerino)
·         camorra (camorra)
·         campana (campanile)
·         canalha (canaglia)
·         canção (canzone)
·         canhão (cannone)
·         cantata (cantata)
·         cantina (cantina)
·         capricho (capriccio)
·         capuchino (cappuccino)
·         carbonário (carbonaro)
·         carenagem (carena)
·         caricatura (caricatura)
·         carícia (carizze)
·         carola (carolla)
·         carlinga (carlinga)
·         carnaval (carnivale)
·         carpete (carpita)
·         carroça (carrozza)
·         carroceria (carrozzeria)
·         carrossel (carosello)
·         cartel (cartello)
·         cartucho (cartoccio)
·         casamata (casamatta)
·         cascata (cascata)
·         cassino (casino)
·         catafalco (catafalco)
·         caviar (caviale)
·         cebola (cipolla)
·         cena (scena)
·         cenário (scenario)
·         charlatão (ciarlatano)
·         chulo (fanciullo)
·         ciabata (ciabatta)
·         cicerone (cicerone)
·         coda (coda)
·         compósito (composito)
·         concertina (concertino)
·         concordata (concordato)
·         comédia (commedia)
·         comparsa (comparsa)
·         concerto (concerto)
·         confeito (confetto)
·         confeti (confetti)
·         contrabando (contrabando)
·         contralto (contralto)
·         cornija (cornice)
·         coronel (colonnello)
·         corredor (corridoio)
·         corsário (corsaru)
·         cortejar (corteggiare)
·         cortesã (cortigiana)
·         coxia (corsia)
·         credência (credenza)
·         crescendo (crescendo)
·         crédito (credito)
·         cupola (cupola)
·         débito (debito)
·         desenho (disegno)
·         desfaçatez (sfacciatezza)
·         diletante (dilettante)
·         diva (diva)
·         doge (doge)
·         dona (donna)
·         domo (duomo)
·         embrulho (imbroglio)
·         entalhe (intaglio)
·         empresário (impresario)
·         esbirro (sbirro)
·         esboço (sbozzo)
·         escaramuça (scaramuccia)
·         escala (scala)
·         escarola (scariola)
·         escarpa (scarpa)
·         escarpim (scarpino)
·         escolta (scorta)
·         escopeta (scopetta)
·         escorbuto (scorbutto)
·         escorchar (scorciare)
·         esdrúxulo (sdrucciolo)
·         esfumar (sfumare)
·         espadachim (spadaccino)
·         espaguete (spaghetti)
·         espaventar (spaventare)
·         esplanada (spianata)
·         esquadro (squadro)
·         esquadra (squadra)
·         esquadrão (squadrone)
·         esquete (schizzo)
·         esquife (schifo)
·         esquifoso (schifoso)
·         esquivar (schivare)
·         esquivo (schivo)
·         estafeta (staffeta)
·         estampa (stampa)
·         estafar (staffare)
·         estafermo (stafermo)
·         estância (stanza)
·         estileto (stiletto)
·         estorno (storno)
·         estrambótico (strambotto)
·         estravagância (stravaganza)
·         estropear (stroppiare)
·         estudio (studio)
·         estuque (stucco)
·         expresso (espresso)
·         fachada (facciata)
·         fagote (fagotto)
·         faiança (Faenza)
·         falsete (falsetto)
·         fanal (fanale)
·         farsa (farce)
·         fascismo (fascismo)
·         favorito (favorito)
·         faxina (fascina)
·         feltro (feltro)
·         festa (festa)
·         festejar (festeggiare)
·         fiasco (fare fiasco)
·         filigrana (filligrana)
·         flauta (flauta)
·         florete (fioretto)
·         fólio (foglio)
·         fontanela (fontanella)
·         fosso (fosso)
·         fracasso (fracasso)
·         fragata (fregata)
·         fresco (fresco)
·         fuga (fuga)
·         fumarola  (fumaruola)
·         fusa (fusa)
·         gabinete (gabinetto)
·         galante (galante)
·         galera (gallera)
·         galeria (galleria)
·         galhardete (gagliardetto)
·         gambito (gambetto)
·         garatujar (grattugiare)
·         garbo (garbo)
·         gazeta (gazzetta)
·         gesso (gesso)
·         girafa (giraffa)
·         girândola (girandola)
·         gôndola (gondola)
·         grafite (grafitti)
·         grandioso (grandioso)
·         granito (granito)
·         grotesco (grottesco)
·         grosa (grossa)
·         grupo (gruppo)
·         gueto (ghetto)
·         guitarra (chitarra)
·         Índigo (indaco)
·         infantaria (infanteria)
·         inferno (inferno)
·         informática (informatica)
·         irredento (irredento)
·         isolar (isolare)
·         laguna (laguna)
·         lambreta (lambretta)
·         lampião (lampione)
·         lancha (lancia)
·         lasanha (lasagna)
·         lava (lava)
·         lazareto (lazaretto)
·         levante (levante)
·         libreto (libretto)
·         loja (loggia)
·         loteria (lotteria)
·         macarrão (macaroni)
·         madona (madonna)
·         madrigal (madrigale)
·         maestro (maestro)
·         máfia (mafia)
·         mafioso (mafioso)
·         magazine (magazzino)
·         magenta (Magenta)
·         magnífico (magnifico)
·         malandro (malandrino)
·         malária (malaria)
·         maneirismo (manierismo)
·         manejar (maneggiare)
·         manicomio (manicomio)
·         manifesto (manifesto)
·         maquete (macchietta)
·         maquiavélico (macchiavelico)
·         marrasquino (maraschino)
·         marina (marina)
·         máscara (maschera)
·         medalha (medaglia)
·         médico (medico)
·         melodrama (mellodrama)
·         mercante (mercante)
·         merengue (Marengo)
·         mezanino (mezzanino)
·         mezena (mezzena)
·         milanesa (milanese)
·         miniatura (miniatura)
·         moçarela (mozzarella)
·         modelo (modello)
·         monstro (mostro)
·         morbidez (morbidezza)
·         mortadela (mortadella)
·         moscatel (muscadello)
·         mosquete (moschetto)
·         motete (motteto)
·         mussolina (mussolina)
·         namorado (innamorato)
·         neutrino (neutrino)
·         nhoque (gnocchi)
·         nicho (nicchia)
·         novela (novella)
·         ocarina (ocarina)
·         ópera (opera)
·         opereta (operetta)
·         oratório (oratorio)
·         orégano (oregano)
·         orquestra (orchestra)
·         pagem (paggio)
·         palafita (palafitta)
·         palco (palco)
·         paleta (paletta)
·         palhaço (pagliaccio)
·         pança (panza)
·         panetone (panettone)
·         papa (papa)
·         parapeito (parapetto)
·         parmesão (parmiggiano)
·         partitura (partittura)
·         pasquim (pasquino)
·         pastel (pastello)
·         pastiche (pasticcio)
·         pavana (pavana)
·         pedante (pedante)
·         pedestal (piedistallo)
·         pelagra (pellagra)
·         penacho (penacchio)
·         peperone (pepperoni)
·         perfil (profilo)
·         pérgula (pergola)
·         pérola (perla)
·         petéquia (petecchia)
·         piano (piano)
·         pícolo (piccolo)
·         pilastra (pilastro)
·         piloto (pilota)
·         pipa (pipa)
·         pistáquio (pistacchio)
·         pistola (Pistoia)
·         pitoresco (pittoresco)
·         pizza (pizza)
·         pizzaria (pizzeria)
·         polenta (polenta)
·         polichinelo (pulcinella)
·         politico (politico)
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·         ventarola (ventarola)
·         vila (villa)
·         vilegiatura (villegiatura)
·         viola (viola)
·         violino (violino)
·         violoncelo (violoncello)
·         virtuoso (virtuoso)
·         zarpar (sarpare)
·         zero (zero)
·         zibelina (zibelino)
·         zíngaro (zingaro)

Fonte:
Dicionário Universal da Lingua Portuguesa. Editora Priberam, Portugal.
Disponível on-line em: http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx

Copyright 2007 by Renato Marcos Endrizzi Sabbatini
Publicado em agosto de 2007.

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