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A língua é uma das minhas maiores paixões - seja no campo da linguística seja relativa ao paladar. Este blog está centrado na primeira opção, mas de tudo um pouco pode ser encontrado aqui: leituras deleite, dicas, tira-dúvidas, análises linguísticas e tópicos de gramática normativa, curiosidades, humor e muito mais. Está esperando o quê?! Professor Diogo Xavier

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Questão de concurso - conjugação verbal

Estou criando hoje uma nova categoria de postagens, dedicada a resolver dúvidas acerca de questões de provas - concursos públicos, vestibulares etc. Que. tiver dúvida a respeito de alguma questão, pode enviar para o meu e-mail: diogoicarol@yahoo.com.br. Tentarei responder o mais rápido possível.

A questão de hoje foi retirada da prova para professor de biologia da Secretaria de Educação de PE, do ano de 2006, realizada pelo Ipad.

Questão 07. Observe a forma verbal destacada, no trecho: “Basta que sejamos seres humanos.” O verbo também está corretamente conjugado na alternativa:

A) Basta que quisermos parecer humanos.
B) Basta que venhamos a ser como os seres humanos.
C) Basta que teremos características de seres humanos.
D) Basta que dizemos a verdade aos seres humanos.
E) Basta que fizermos tudo como os seres humanos.

Antes de partir para a resolução, convém tecer alguns comentários. Pude identificar, desde quando comecei a trabalhar na área docente, que a maior dificuldade do candidato numa prova de concurso ou vestibular é a interpretação. Não falo somente das questões de interpretação de textos, mas da prova toda, de uma forma geral. Para responder uma questão, é preciso primeiro entendê-la bem, compreender o que se pede, para poder aplicar os conhecimentos possuídos na resolução. Daí a importência de ler e compreender o que se lê, habilidade que só se adquire na prática: lendo constantemente.

A questão que responderemos aqui nos dá uma frase com um dos verbos conjugado no presente do subjuntivo (sejamos), pois a expressão "basta que" exige o tempo e o modo citado. A alternativa que pretendemos encontrar é a que possui o verbo conjugado adequadamente, ou seja, no mesmo tempo e modo da frase dada pela questão.

Uma das formas de resolver essa questão é tentar identificar o tempo e o modo de cada alternativa e eliminar as alternativas incorretas, vejamos:
A) Basta que quisermos parecer humanos. Podemos facilmente identificar o modo do verbo em questão, uma vez que "quisermos" exprime uma possibilidade, algo incerto - modo subjuntivo. O tempo, porém, está inadequado, já que "quisermos" indica uma possibilidade futura, facilmente percebido se colocarmos "quando" no lugar de "basta que". Se, porém, colocássemos a expressão "é necessário que", expressão que denota tempo presente, soaria estranho, incoerente. O correto seria "queiramos".
B) Basta que venhamos a ser como os seres humanos. Mais uma vez o modo verbal é o subjuntivo. Para identificar o tempo verbal podemos empregar o "é necessário que". Dessa vez, o verbo se encaixa perfeitamente. Sendo assim, a alterativa B está correta.
C) Basta que teremos características de seres humanos. O modo aqui não é o subjuntivo, e, sim, indicativo. "teremos está conjugado no futuro do indicativo. O presente do subjuntivo seria "tenhamos".
D) Basta que dizemos a verdade aos seres humanos. Mais uma vez, modo indicativo; tempo presente, para ser mais específico. No presente do subjuntivo, a conjugação é "digamos".
E) Basta que fizermos tudo como os seres humanos. Temos, dessa vez, o verbo conjugado no futuro do subjuntivo - "quando fizermos". O correto seria "basta que façamos.

Convém observar que o verbo na primeira pessoa do plural (nós) no presente do subjuntivo possui a mesma forma do imperativo afirmativo:
façamos, queiramos, comamos, vejamos, digamos, falemos etc.

Então a reposta para a questão é a alternativa B.


Espero ter esclarecido, ao menos um pouco, a questão.
Abraços,
Prof. Diogo Xavier

Menina no Jardim - para gostar de ler (prosa)

Menina no Jardim
Paulo Mendes Campos

Em seus 14 meses de permanência neste mundo, a garotinha não tinha tomado o menor conhecimento das leis que governam a nação. Isso se deu agora na praça, logo na chamada República Livre de Ipanema.

 

Até ontem ela se comprazia em brincar com a terra. Hoje, de repente, deu-lhe um tédio enorme do barro de que somos feitos: atirou o punhado de pó ao chão, ergueu o rosto, ficou pensativa, investigando com ar aborrecido o mundo exterior. Por um momento seus olhos buscaram o jardim à procura de qualquer novidade. E aí ela descobriu o verde extraordinário: a grama. Determinada, levantou-se do chão e correu para a relva, que era, vá lá, bonita, mas já bastante chamuscada pela estiagem.


Não durou mais que três minutos seu deslumbramento. Da esquina, um senhor de bigodes, representante dos Poderes da República, marchou até ela, buscando convencê-la de que estava desrespeitando uma lei nacional, um regulamento estadual, uma postura municipal, ela ia lá saber o quê.

Diga-se, em nome da verdade, que no diálogo que se travou em seguida, maior violência se registrou por parte da infratora do que por parte da Lei, um guarda civil feio, mas invulgarmente urbano.

- Desce da grama, garotinha - disse a Lei.

- Blá blé bli bá - protestou a garotinha.

- É proibido pisar na grama - explicou o guarda.

- Bá bá bá - retrucou a garotinha com veemência.

- Vamos, desce, vem para a sombra, que é melhor.

- Buh buh - afirmou a garotinha, com toda razão, pois o sol estava mais agradável do que a sombra.

A insubmissão da garotinha atingiu o clímax quando o guarda estendeu-lhe a mão com a intenção de ajudá-la a abandonar o gramado. A gentileza foi revidada com um safanão. “Dura lex sed lex”.

- Onde está sua mamãe?

A garotinha virou as costas ao guarda com desprezo. A essa altura levantou-se do banco, de onde assistia à cena, o pai da garota, que a reconduziu sob chorosos protestos à terra seca dos homens, ao mundo sem relva que o Estado faculta ao ir e vir dos cidadãos.

A própria Lei, meio encabulada com o seu rigor, tudo fez para que o pai da garotinha se persuadisse de que, se não há mal para que uma brasileira tão pequenininha pise na grama, isso de qualquer forma poderia ser um péssimo exemplo para os brasileiros maiores.

- Aberto o precedente os outros fariam o mesmo - disse o guarda com imponência.

- Que fizessem, deveriam fazê-lo - disse o pai.

- Como? - perguntou o guarda confuso e vexado.

- A grama só podia ter sido feita, por Deus ou pelo Estado, para ser pisada. Não há sentido em uma relva na qual não se pode pisar.

- Mas isso estraga a grama, cavalheiro!

- E daí? Que tem isso?

- Se a grama morrer, ninguém mais pode ver ela - raciocinou a Lei.

- E o senhor deixa de matar a sua galinha só porque o senhor não pode mais ver ela?

O guarda ficou perplexo e mudo. O pai, indignado, chegou à peroração:

- É evidente que a relva só pode ter sido feita para ser pisada. Se morre, é porque não cuidam dela. Ou porque não presta. Que morra. Que seja plantado em nossos parques o bom capim do trópico. Ou que não se plante nada. Que se aumente pelo menos o pouco espaço dos nossos poucos jardins. O que é preciso plantar, seu guarda, é uma semente de bom-senso nos sujeitos que fazem os regulamentos.

- Buh bah - concordou a menina, correndo em disparada para a grama.

- O senhor entende o que ela diz? - perguntou o guarda.

- Claro - respondeu o pai.

- Que foi que ela disse agora?

- Não a leve a mal, mas ela mandou o regulamento para o diabo que o carregue.

(“Para Gostar de Ler” - antologia escolar)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Más, mais ou mas???

Apesar de a diferença entre essas palavras ser simples, muita gente tem dúvida na hora de escrever. Mais uma vez, o fator determinante para que haja essa dúvida é a oralidade. Na fala, as três palavras não pronunciadas da mesma maneira, daí a dúvida na hora de escrever.

Sem mais enrolação, aí vão as explicações:

Mas (conjunção adversativa) - liga ideias ou orações, relacionando-as com um valor de oposição, algo contrário à expectativa. Exemplo: Trabalhei muito, mas não estou cansado. (Espera-se de quem trabalhou muito que esteja cansado). Estudou muito, mas não passou. (Se a pessoa estudou muito, espera-se que ela passe [de ano, em uma prova etc.]). Tem o mesmo valor de "porém, entretanto, todavia, contudo..."

Mais - liga-se a advérbios, adjetivos, verbos ou substantivo, acrescentando uma circunstância de intensidade ou quantidade maior, grau superior. Ex. Precisou de mais farinha. (pronome indefinido - quantidade maior de farinha). Devemos nos esforçar mais. (advérbio - com maior intensidade). Representa também o sinal de adição na matemática (+); ainda com o sentido de adição, pode ser usado com o valor da conjunção aditiva "e": Guardou no cofre as jóias mais (e) as barras de ouro. Pode também ter o valor de "novamente": Não quero mais ver você. (Não quero ver você novamente).


Más (adjetivo, flexionado no feminino e no plural) - é o feminino plural de mal: feminino - má; feminino plural - más. Tem o sentido de malvadas, ruins. Ex. Ele, dizem as más línguas, foi demitido por incompetência. (línguas malvadas, mal-intencionadas). Algumas pessoas são más. (ruins, perversas).

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Para gostar de ler - poesia

INCONSTÂNCIA DOS BENS DO MUNDO
Gregório de Matos
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Substantivo Concreto x Substantivo Abstrato I

Introdução (um pouco longa, por sinal) (quem quiser só saber objetivamente o que é substantivo concreto e abstrato pode pular para o final, onde a letra está maior)
Em muitos casos, algo explicado de forma muito simples acaba complicando mais as coisas. Quando ensinamos Língua Portuguesa, muitas vezes nos deparamos, em livros de gramática ou didáticos, com conceitos da gramática normativa vagos, mal-explicados e, quando comparamos autores, até contraditórios. Acredito que o ato de pesquisar deve ser inerente à profissão docente. Essa pesquisa se faz necessária, entre outros momentos, quando nos deparamos com esses conceitos vagos, mal-explicados. Se explicarmos aos alunos da forma simplista que alguns livros trazem, corremos o risco de perder  nosso tempo, caso os estudantes não compreendam. Quem está sintonizado com as novas tendências do ensino de Língua Portuguesa sabe que o ideal é que partamos do texto e a ele voltemos para explicar os aspectos gramaticais de nossa riquíssima língua. Não irei me ater a esse ponto. O que pretendo hoje é fazer uma pesquisa comparativa para ver se consigo encontrar alguma explicação inteligível, concreta (perdoe o trocadilho) acerca da diferença entre o substantivo concreto e o substantivo abstrato. Cansei daquela explicação de que concreto é aquilo que pode ser tocado ou sentido... aliás, são 22h (11/09, "aniversário" do ataque às torres gêmeas) e eu estou sentindo sono (substantivo abstrato).
Tenho aqui comigo quatro livros que consultarei:

  • Gramática de Hoje, de Ernani & Nicola. São Paulo: Scipione, 1999.



  • Gramática do Português Contemporâneo - edição de bolso, de Celso Cunha. Porto Alegre: Lexikon, 2008.


  • Gramática Houaiss da Língua Portuguesa, de José Carlos de Azeredo. São Paulo: Publifolha, 2008.


  • Moderna Gramática Portuguesa, de Evanildo Bechara. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

Pretendo, ao fim da comparação, classificar (concreto ou abstrato) com base nos dados obtidos os seguintes substantivos: Carnaval, chulé, bagunça, ar, carro, Idade Média, poema, poesia, educação. Esses substantivos são alguns dos muitos que causam bastante dúvida nos alunos (e até nos professores) na hora de fazer a classificação em questão.
Ernani & Nicola conceituam substantivo concreto como aquele que "designa os seres reais ou imaginários que têm existência própria." (p.88). Substantivo abstrato, segundo os mesmos autores, é o que "designa as qualidades ou ações tomadas como seres. Os substantivos abstratos, por não terem existência própria, sempre estão apoiados em algo para serem percebidos." (p.88).
Segundo Cunha, contretos são "os substantivos que designam os seres propriamente ditos, isto é, os nomes de pessoas, animais, vegetais, lugares, instituições, coisas." (p.106). Abstratos, para ele, são "substantivos que designam noções, estados, qualidades, considerados como seres." (p.107).

A Gramática Houaiss, diferentemente das duas anteriormente citadas, explica de uma maneira mais extensa a diferença entre as duas classificações em questão. Segundo o autor, Azeredo, "A distinção entre concreto e abstrato refere-se a dois modos de representar os conceitos denotados pelos substantivos: seres animados ou inanimados, reais ou criados pela imaginação, mas que 'estão no mundo' como seres reconhecíveis pelos sentidos, são nomeados por substantivos concretos [...]; noções que denotam propriedades abstraídas dos seres concretos, e não estão sujeitas à distinção animado x inanimado, real x imaginário, são nomeadas por substantivos abstratos". (p.155). Azeredo completa: "É comum a alteração semântica do substantivo abstrato para designar uma entidade concreta. É o caso de chamar construção ou edificação ao prédio, entrada ou saída aos lugares por onde se entre ou sai [...] Também é possível o emprego do substantivo concreto para designar uma entidade abstrata. É o caso de coroa para denotar o poder do rei ou do imperador, ou de luz para significar esclarecimento." (p.156).
Vejamos como Bechara conceitua substantivo concreto: "é o que designa ser de existência independente: casa, mar, sol, automóvel, filho, mãe. [...] Os substantivos contretos nomeiam pessoas, lugares, animais, vegetais, minerais e coisas.", (p.113). Substantivo abstrato, conforme diz a Moderna Gramática Portuguesa, "é o que designa ser de existência dependente: prazer, beijo, trabalho. [...] Os substantivos abstratos designam ações (beijo, trabalho, saída, cansaço), estado e qualidade (prazer, beleza), considerados fora dos seres, como se tivessem existência individual." (p.113).
Bem, preciso dar uma pausa para dormir (são só 22:28, mas o sono é insistente). Os conceitos de cada livro foram coletados, resta agora analisar e comparar. Mas isso fica para depois...
PAUSA

São aproximadamente 21:20, do dia 15/09. Só agora estou retomando a postagem devido à correria dos trabalhos.
Bem, juntando (por justaposição) todos os conceitos apresentados a respeito do substantivo concreto, temos: designa seres reais ou imaginários que têm existência própria; designam seres propriamente ditos (os nomes de pessoas, animais, vegetais, lugares, instituições, coisas); representam seres que podem ser distinguidos em animados ou inanimados, reais ou imaginados, que, de certa forma estão no mundo como seres reconhecíveis pelos sentidos; designam seres de existência independente (pessoas, lugares, animais, vegetais, minerais e coisas).
Isolados, esses conceitos são um pouco confusos, uns mais e outros menos. O fato de representar seres de existência independente, por exemplo, suscita a questão: o que é existência independente? Carro, segundo a classificação é concreto e, portanto, "não precisa de outro ser para existir". Mas ele se fez sozinho ou foi construído por outros seres (máquinas e homens)?
Tentarei fundir esses conceitos extraídos das gramáticas em estudo:
Substantivo contreto: representa seres propriamente ditos, ou seja, que têm existência própria e podem ser reconhecidos pelos sentidos, bem como distinguidos entre animados ou inanimados, reais ou criados pela imaginação: pessoas, animais, vegetais, minerais, coisas e instituições.
Vejamos agora os conceitos para substantivo abstrato: designa qualidades ou ações, tomadas como seres, e está sempre apoiado em algo para ser percebido;  designa noções, estados, qualidades, considerados como seres; nomeia noções que denotam propriedades abstraídas dos seres propriamente ditos, que não estão sujeitas à distinção entre animado ou inanimado, real ou imaginário; designa ser de existência dependente: ações, estado e qualidade, considerados fora dos seres, como se tivessem existência individual.
Vamos ver o que eu consigo fundindo essas informações e acrescentando umas mais:
Substantivo abstrato: designa sentimentos, sensações físicas, ações, estados, qualidades (características), considerados fora dos seres, como se tivessem existência individual. Além de estar sempre apoiado em algo para ser percebido, foge à distinção entre animado ou inanimado, real ou imaginário. As noções nomeadas pelo substantivo abstrato denotam propriedades abstraídas (separadas) dos seres propriamente ditos.
Falta tentar usar os conceitos para classificar os substantivos que citei no início do post: Carnaval, chulé, bagunça, ar, carro, Idade Média, poema, poesia, educação. Isso, porém, vai ficar para a continuação...
Espero que não tenham morrido de tédio com esta longa postagem.
Abraços
Diogo Xavier

sábado, 5 de setembro de 2009

Se ela não veio é porque está doente – sujeito?

Uma leitora do blog, Fernanda, levantou a seguinte questão: por que a oração citada (Se ela não veio é porque está doente) é considerada sem sujeito?


Na verdade, não se trata de UMA oração, mas duas. Não tão simples de analisar, por sinal. Isso porque elas usam recursos um pouco informais, de ênfase. “Se” e “é” estão cumprindo essa função de ênfase. Retirando esses elementos, ficaria “Ela não veio porque está doente”. O sentido seria o mesmo, apesar de perder a ênfase pretendida por quem inseriu tais elementos.


A conjunção SE é geralmente empregada em orações subordinadas adverbiais condicionais, apresentando uma condição para que a ação ou o fato da oração principal aconteça. Exemplo: Se não chover, vou à praia.
A ação expressa na oração principal (vou à praia) é condicionada ao que está expresso na oração subordinada (se não chover).


No caso da frase em questão (Se ela não veio é porque está doente), o “SE” não dá incerteza à oração principal: ela está doente, isso é fato. Logo, a oração subordinada é adverbial causal.


Agora, vamos falar do sujeito:


O que seria oração sem sujeito?


Esse tipo de oração quando não é possível atribuir a nenhum ser (concreto ou abstrato, real ou imaginário) a informação contida no predicado. Diz-se, então, que o verbo é impessoal e o sujeito é inexistente.
Os exemplos mais comuns de oração sem sujeito são o verbo “haver” com o sentido de existir e os verbos que indicam fenômenos naturais.
Ex. muita gente aqui.
Venta bastante na varanda do quarto.


Visto isso, vamos às orações:
 1ª oração: Se ela não veio – sujeito expresso: “ela”.
2ª oração: é porque (ela) está doente – sujeito OCULTO: ela.


Então, caros leitores, não temos aí nenhuma oração sem sujeito, e sim um sujeito oculto, recurso utilizado para evitar repetições desnecessárias.

Espero ter elucidado mais do que complicado.
Abraços


Diogo Xavier

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